domingo, 10 de junho de 2012

Gastronomia Arte ou Tradição?


É hoje um dado inquestionável que a gastronomia de um país é um tesouro valioso tal como as artes e os ofícios, a etnografia, a língua e a literatura. Como dizia (Fialho de Almeida, 1965) “transmite-se por tradição…Ninguém a inventou e inventaram-na todos”.
Faz todo o sentido pôr em relevo esta expressão cultural, enriquecedora da nossa tradição. É uma maneira de chamar a atenção para um património imaterial original, que importa preservar e reabilitar pois que muito facilmente se perde e se adultera.
Preservar receitas é preservar tradições e culturas, a caldeirada, as cataplanas de peixe, o arroz de peixe, o bife de atum, o arroz de lingueirão, os carapaus alimados, e outras tantas receitas, seriam só por si suficientes para considerar a gastronomia algarvia como um património único.
Mas há tantas outras receitas e formas de cozinhar menos conhecidas e que precisam de salvaguarda e divulgação urgente.
No caso específico da cozinha algarvia, onde se inclui a do Concelho de Loulé, a sua riqueza reside na especificidade e na diversidade dos produtos que utiliza, bem como na forma original como absorve sabores e técnicas das ementas dos povos que ali viveram, com especial relevância para os árabes.
A gastronomia algarvia é o resultado do acumular de sabores de séculos de existência, misturado, afinado e refinado com os gostos particulares daqueles que cozinham.
 A gastronomia é um conceito que associa muito mais do que a simples ingestão de alimentos: é toda a variedade de processos de confecção, e nesse sentido é técnica, é toda a diversidade de elementos decorativos que estão incluídos na apresentação de um prato, e nesse sentido é estética; é toda uma vivência social em volta da confecção e da degustação, e nesse sentido é lazer. 
A Gastronomia é também um imenso mundo de elementos identitários de um povo, de uma região, de um país, e nesse sentido é um pilar essencial da sua diversidade cultural.
Na região do Algarve, encontramos uma das mais belas sinfonias da gastronomia Portuguesa que foi sendo amadurecida ao longo dos tempos pelo encontro das culturas marítima e serrana, pelo encontro dos povos antigos, relação estabelecida pelos portugueses com o mundo e pelo encontro das religiões orientais com a muçulmana, a judaica e a cristã.
Podemos olhar para o período dos Descobrimentos como um momento de ruptura da situação tradicional da gastronomia portuguesa, uma vez que alterou todos os parâmetros em questão. Contudo a gastronomia algarvia tem vindo a desenvolver-se desde há séculos que caracterizaram influências muito diversas.

Turismo Costeiro


Dentro do sector turístico o ramo do turismo costeiro é de longe o mais importante no que respeita aos números de visitantes e às receitas geradas, sendo por isso de entre os destinos turísticos, as zonas costeiras as mais escolhidas pelos turistas, e sendo a região do Mar Mediterrâneo o primeiro destino turístico do mundo.
Nalgumas regiões costeiras nota-se em termos económicos, uma elevada dependência do turismo.
Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), um terço das receitas mundiais do turismo é gerado na região do mediterrâneo.
As regiões costeiras abarcam um vasto conjunto de contextos socioeconómicos, com diferentes necessidades e padrões de desenvolvimento regional muito divergente.
De realçar que as economias dos estados membros com extensões de costa significativa, têm uma elevada dependência das receitas geradas pelas actividades ligadas ao mar, tais como turismo, pesca e transportes.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Morfologia do Viajar


Existe uma morfologia evidente de viajar, onde as pessoas se deslocam do local onde habitualmente residem para outro local ou locais distantes e regressam ao ponto de partida.
É a partir desta morfologia que se identifica esta actividade humana. A procura por viajar é similar à que se forma para outros bens e serviços que o homem deseja e pode adquirir para satisfazer as suas necessidades.
Quando se procura viajar existem características específicas que resultam da natureza de uma deslocação do consumidor e do lugar a que se pretende ir.
Também quando se viaja é necessário utilizar transportes, como a evolução da tecnologia dos mesmos foi lenta durante milénios, só através da revolução industrial se permitiu que houvesse uma maior rapidez, conforto e segurança.
Os preços diminuíram e assim deu-se um aumento do número de homens e mulheres que se deslocam para lugares distantes das suas residências, é através destas viagens preciso providenciar alimento, alojamento, ocupação e os serviços necessários à natureza da viagem.
O crescimento do volume de viagens está na origem da criação de um conjunto de actividades no itinerário e destino do viajante e a história confirma que o viajar suscita uma intervenção da sociedade civil relativamente a uma crescente organização da compensação entre a oferta e a procura dos serviços a prestar a todos os viajantes.


Visitante


Definições da Organização Mundial do Turismo (OMT)

Todo aquele que se desloca temporariamente para fora da sua residência habitual, quer seja no seu próprio país ou no estrangeiro, por uma razão que não seja a de aí exercer uma profissão remunerada.

DEFINIÇÕES DE TURISMO


n  É o conjunto de relações e fenómenos originados pela deslocação e permanência de pessoas fora do seu local habitual de residência, desde que tais deslocações e permanências não sejam utilizadas para o exercício de uma actividade lucrativa principal.
         (Association Internationale des Experts Scientifiques du Tourisme (AIEST) 

O QUE É O TURISMO?



  • É um dos mais relevantes sectores da actividade económica Mundial;
  • Contribui para a criação de riqueza e melhoria do bem estar dos cidadãos;
  • Criação de produção e emprego;
  • Investimento e inovação (promoção);
  • Estimula o desenvolvimento de infra-estruturas colectivas;
  • Favorece a preservação do ambiente;
  • Favorece a recuperação do património histórico e cultural;
  • Favorece o desenvolvimento regional  E satisfaz necessidades dos indivíduos.