sábado, 16 de junho de 2012

Pratos tradicionais do Concelho de Loulé


ENTRADAS: Pão caseiro, pão de alfarroba, queijo fresco de cabra com mel, enchidos, cenouras em conserva, azeitonas.

SOPAS: Sopa de peixe, sopa de lingueirão, sopa de conquilhas, sopa montanheira, sopa de lebre, sopa de pão com amêijoas, sopa de lentilhas, canja de perdiz.

MOLUSCOS E CRUSTÁCEOS: Chocos com tinta, lulas recheadas, salada de polvo, arroz de polvo, arroz de lingueirão, arroz de berbigão, cataplana, camarão, amêijoas, berbigões abertos na chapa, caracóis.

PEIXE: Sardinhas acompanhadas da habitual salada de tomate, carapaus alimados, peixe frito, bife de atum, bacalhau com alho, caldeirada em que entram, entre outras espécies, o safio, a pata-roxa, a raia, a tremelga, o peixe aranha, o charroco, as conquilhas, as amêijoas e as sardinhas.

CARNE: Galinha cerejada típica de Loulé, carne de porco com amêijoas, perna de carneiro no tacho, carne de porco frita, carne assada ou guisada com batatas, repolho com orelha de porco, perdiz estufada, ensopado de galo ou de borrego, cabidela em que se aproveita o sangue do galo para fazer o molho, jantar de milhos tradicionais do Algarve com carne de porco fresca, grão com borrego, feijoada de javali, cabrito no forno, coelho frito, lebre com feijão branco.

OUTROS PRATOS: Ervilhas com ovos, papas de milho ou xerém com sardinhas, com conquilhas ou com torresmos, grão com bacalhau ou com arroz, chícharos, favas, feijoada.

A Gastronomia na Cozinha Algarvia

O Algarve desempenha um papel importante dentro da história da gastronomia nacional e oferece-se à descoberta para novos aventureiros que são os turistas, que juntamente com as belezas naturais e com o clima incomparável, convida a descobrir uma longa tradição gastronómica.
Tal como a arte culinária é muito antiga, cozinhar ou seja acomodar os alimentos, arte definitivamente ligada à sobrevivência humana, foi evoluindo e enraizou-se na tradição dos povos.
A cozinha algarvia, com todo o seu tipicíssimo, apresenta-se como um outro reino dentro da gastronomia portuguesa, sendo composto por três zonas, Serra, Barrocal e Litoral, o Algarve através das suas produções no domínio agrícola, pecuário e piscatório influencia directamente a alimentação das suas gentes e permite um aproveitamento gastronómico particular.
Bastante rica, mas simples a cozinha e a doçaria do Concelho de Loulé é de facto, um valor para o turista descobrir, para além das entradas, baseadas no pão caseiro, pão de alfarroba e do queijo fresco com mel, tem também as sopas, muitas das quais à base de peixe e marisco.
O peixe que é de excelência sempre fresco e de boa qualidade, serve-se sempre acompanhado de saladas de alface e tomate.
Na parte das carnes, encontramos a galinha típica de Loulé, carne de porco com amêijoas, grão-de-bico com carne de borrego e feijoada de javali. A parte dos doces é sempre muito apreciada pelos turistas e (tal como referem os proprietários) conseguimos ver ao longo dos anos, as mesmas pessoas a pedirem o doce de figo, doce de alfarroba e o dom Rodrigo.
Tal como a gastronomia tradicional do Concelho de Loulé é um dos ex libris da cultura popular, corresponde a uma categoria de património extremamente importante do ponto de vista turístico.
A alimentação das gentes louletanas, difere de zona para zona, na serra predominam as culturas básicas de sequeiro, com rebanhos de cabras e ovelhas, que possibilitam o consumo de carne e leite.
No barrocal destacam-se também as culturas de sequeiro e hortícolas com especial predominância na exploração das culturas das árvores, nomeadamente a amêndoa e o figo especialmente utilizados nos doces e sobremesas.
O Litoral tem terrenos mais férteis possibilitando uma produção hortícola mais regular, abundância de árvores de fruto e a actividade piscatória, assim como a recolha de bivalves, muito utilizados nos restaurantes costeiros e reconhecidos internacionalmente.
Associado a um regime alimentar tradicional a utilização dos alimentos varia consoante os rendimentos disponíveis de cada família, nomeadamente o consumo de carne e pão na maioria das refeições.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Volume e Evolução das Viagens Gastronómicas


  •                     O sector das viagens de gastronomia e vinhos na Europa, gera cerca de 600.000 viagens por ano, de uma ou mais noites de duração, por isso este volume representa cerca de 0,25% do total das viagens de lazer efectuadas pelos turistas ao nível europeu.
  •             Pensa-se que nos próximos 10 anos esta procura terá duplicado e de acordo com as entrevistas efectuadas aos profissionais de turismo estes esperam mesmo uma tendência crescente das viagens desta natureza.
  •             Na Europa a França e Holanda são os principais emissores de viagens de Gastronomia e Vinhos. Como se apresenta no quadro abaixo, Portugal ainda aparece muito aquém das expectativas.
  •            Estamos a competir com mercados emergentes como são os casos dos países do leste europeu e do Mediterrâneo, no entanto dada a nossa localização privilegiada aliada a uma temperatura moderada ao longo do ano, representa uma mais-valia para os turistas que nos procuram.
  •            É no Concelho de Loulé que estão localizados alguns dos melhores empreendimentos de luxo da Europa, como são os casos da Quinta do Lago, Vale do Lobo, Dunas Douradas e Vilamoura.



Economia Regional, Loulé


O desenvolvimento das actividades económicas, são  um elemento condicionador da realidade de qualquer região, devido em grande medida, aos constrangimentos de ordem natural e ao contexto socioeconómico, histórico e cultural, assim a economia regional orientou-se para o aproveitamento de potencialidades numa base turística.

No sector dos serviços, assume particular destaque a actividade turístico-hoteleira, a qual tem uma importância muito significativa, não só como fonte de receitas externas, mas também pelos efeitos multiplicadores que gera em vários sectores de actividade, pelo contributo para o emprego e para a dinamização socioeconómica a nível local.

A atractividade desta região tem-se centrado, fundamentalmente, nas condições naturais favoráveis (clima, paisagem, flora e mar) e na qualidade da oferta.

Estes factores tem sido tidos em conta para serem preservados e valorizados, de modo a consolidar a imagem da região como destino turístico de qualidade como veremos mais à frente.

Pretende-se assim melhorar a sua posição competitiva, num contexto mundial de grande qualidade entre os diversos destinos turísticos, ajustando e qualificando a oferta turística em função das tendências para uma maior valorização dos aspectos gastronómicos, ambientais e das actividades recreativas, culturais e de valores tradicionais e únicos de cada destino.

Dentro da actividade turística da região tem-se evidenciado uma dinâmica assinalável, onde a oferta de alojamento tem registado uma expansão nos últimos anos. O Concelho de Loulé encontra-se em terceiro lugar a nível regional, com 12 696 camas em 2005.

Embora esta actividade turística apresente alguns pontos fracos, como ao nível dos recursos humanos, estes deverão ser superados tanto ao nível do aperfeiçoamento e qualificação inicial como da formação de competências profissionais que acompanhem a necessária readaptação do produto turístico no mercado global.





Concelho de Loulé e a cultura


O Concelho de Loulé, localizado na região do Algarve, no sul de Portugal, tem no turismo a sua principal fonte de receita, a nível local para a maioria das freguesias  as atividades encontram-se na maioria relacionadas com o turismo, estas dependem quase exclusivamente do turista para desenvolverem as suas actividades.

Destas actividades a descoberta da oferta da gastronomia não é um problema que tenha nascido recentemente, mas no entanto esteve esquecido durante largos anos, enquanto alguns restaurantes locais sempre apostaram na qualidade dos produtos regionais, outros houve que tentaram adaptar esses mesmos produtos aos hábitos dos viajantes, deixando para trás a essencia dos sabores da serra e do litoral algarvio.

Através de um plano de ação iniciado pela Camara Municipal de Loulé, os restaurantes locais tem vindo a desenvolver um esforço no sentido de mostrar as riquezas gastronómicas provenientes da região. 

domingo, 10 de junho de 2012

Turismo e a Economia Regional

O desenvolvimento das actividades económicas, são  um elemento condicionador da realidade de qualquer região, devido em grande medida, aos constrangimentos de ordem natural e ao contexto socioeconómico, histórico e cultural, assim a economia regional orientou-se para o aproveitamento de potencialidades numa base turística.

No sector dos serviços, assume particular destaque a actividade turístico-hoteleira, a qual tem uma importância muito significativa, não só como fonte de receitas externas, mas também pelos efeitos multiplicadores que gera em vários sectores de actividade, pelo contributo para o emprego e para a dinamização socioeconómica a nível local.

A atractividade desta região tem-se centrado, fundamentalmente, nas condições naturais favoráveis (clima, paisagem, flora e mar) e na qualidade da oferta.

Estes factores tem sido tidos em conta para serem preservados e valorizados, de modo a consolidar a imagem da região como destino turístico de qualidade.

Pretende-se assim melhorar a sua posição competitiva, num contexto mundial de grande expansão entre os diversos destinos turísticos, ajustando e qualificando a oferta turística em função das tendências para uma maior valorização dos aspectos gastronómicos, ambientais e das actividades recreativas, culturais e de valores tradicionais e únicos de cada destino.

Dentro da actividade turística da região tem-se evidenciado uma dinâmica assinalável, onde a oferta de alojamento tem registado uma expansão nos últimos anos. O Concelho de Loulé encontra-se em terceiro lugar a nível regional, com 12 696 camas em 2005.

Embora esta actividade turística apresente alguns pontos fracos, como ao nível dos recursos humanos, estes deverão ser superados tanto ao nível do aperfeiçoamento e qualificação inicial como da formação de competências profissionais que acompanhem a necessária readaptação do produto turístico no mercado global.



Turismo de Recreio


Ao longo dos tempos, diversos tipos de turismo tem vindo a ser aproveitados e no Concelho de Loulé isso tem vindo a ser explorado de certa forma. Identificar os diversos tipos de turismo resulta em parte das motivações e das intenções dos viajantes e podemos seleccionar uma enorme variedade, aparecem alguns de seguida, no entanto essa tarefa parece infindável.

Temos o turismo de recreio, que é praticado por pessoas que viajam, por curiosidade e mudar de ares, serve para ver coisas novas, desfrutar das paisagens ou simplesmente mudar de lugar e no Concelho está bem patente ao longo do ano.

O turismo de repouso onde a deslocação dos viajantes em grupo é originada pelo fato de obterem um relaxamento físico e mental e obterem um benefício para a saúde, na zona de Quarteira é muito utilizada pelo INATEL, que durante a época mais baixa enche os hotéis com o chamado turismo sénior, autocarros oriundos do norte do país, transportam semanalmente pessoas com mais de 65 anos com pacotes de viagens tudo incluído, o que contribui em grande escala para movimentar o comércio local.


Gastronomia Arte ou Tradição?


É hoje um dado inquestionável que a gastronomia de um país é um tesouro valioso tal como as artes e os ofícios, a etnografia, a língua e a literatura. Como dizia (Fialho de Almeida, 1965) “transmite-se por tradição…Ninguém a inventou e inventaram-na todos”.
Faz todo o sentido pôr em relevo esta expressão cultural, enriquecedora da nossa tradição. É uma maneira de chamar a atenção para um património imaterial original, que importa preservar e reabilitar pois que muito facilmente se perde e se adultera.
Preservar receitas é preservar tradições e culturas, a caldeirada, as cataplanas de peixe, o arroz de peixe, o bife de atum, o arroz de lingueirão, os carapaus alimados, e outras tantas receitas, seriam só por si suficientes para considerar a gastronomia algarvia como um património único.
Mas há tantas outras receitas e formas de cozinhar menos conhecidas e que precisam de salvaguarda e divulgação urgente.
No caso específico da cozinha algarvia, onde se inclui a do Concelho de Loulé, a sua riqueza reside na especificidade e na diversidade dos produtos que utiliza, bem como na forma original como absorve sabores e técnicas das ementas dos povos que ali viveram, com especial relevância para os árabes.
A gastronomia algarvia é o resultado do acumular de sabores de séculos de existência, misturado, afinado e refinado com os gostos particulares daqueles que cozinham.
 A gastronomia é um conceito que associa muito mais do que a simples ingestão de alimentos: é toda a variedade de processos de confecção, e nesse sentido é técnica, é toda a diversidade de elementos decorativos que estão incluídos na apresentação de um prato, e nesse sentido é estética; é toda uma vivência social em volta da confecção e da degustação, e nesse sentido é lazer. 
A Gastronomia é também um imenso mundo de elementos identitários de um povo, de uma região, de um país, e nesse sentido é um pilar essencial da sua diversidade cultural.
Na região do Algarve, encontramos uma das mais belas sinfonias da gastronomia Portuguesa que foi sendo amadurecida ao longo dos tempos pelo encontro das culturas marítima e serrana, pelo encontro dos povos antigos, relação estabelecida pelos portugueses com o mundo e pelo encontro das religiões orientais com a muçulmana, a judaica e a cristã.
Podemos olhar para o período dos Descobrimentos como um momento de ruptura da situação tradicional da gastronomia portuguesa, uma vez que alterou todos os parâmetros em questão. Contudo a gastronomia algarvia tem vindo a desenvolver-se desde há séculos que caracterizaram influências muito diversas.

Turismo Costeiro


Dentro do sector turístico o ramo do turismo costeiro é de longe o mais importante no que respeita aos números de visitantes e às receitas geradas, sendo por isso de entre os destinos turísticos, as zonas costeiras as mais escolhidas pelos turistas, e sendo a região do Mar Mediterrâneo o primeiro destino turístico do mundo.
Nalgumas regiões costeiras nota-se em termos económicos, uma elevada dependência do turismo.
Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), um terço das receitas mundiais do turismo é gerado na região do mediterrâneo.
As regiões costeiras abarcam um vasto conjunto de contextos socioeconómicos, com diferentes necessidades e padrões de desenvolvimento regional muito divergente.
De realçar que as economias dos estados membros com extensões de costa significativa, têm uma elevada dependência das receitas geradas pelas actividades ligadas ao mar, tais como turismo, pesca e transportes.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Morfologia do Viajar


Existe uma morfologia evidente de viajar, onde as pessoas se deslocam do local onde habitualmente residem para outro local ou locais distantes e regressam ao ponto de partida.
É a partir desta morfologia que se identifica esta actividade humana. A procura por viajar é similar à que se forma para outros bens e serviços que o homem deseja e pode adquirir para satisfazer as suas necessidades.
Quando se procura viajar existem características específicas que resultam da natureza de uma deslocação do consumidor e do lugar a que se pretende ir.
Também quando se viaja é necessário utilizar transportes, como a evolução da tecnologia dos mesmos foi lenta durante milénios, só através da revolução industrial se permitiu que houvesse uma maior rapidez, conforto e segurança.
Os preços diminuíram e assim deu-se um aumento do número de homens e mulheres que se deslocam para lugares distantes das suas residências, é através destas viagens preciso providenciar alimento, alojamento, ocupação e os serviços necessários à natureza da viagem.
O crescimento do volume de viagens está na origem da criação de um conjunto de actividades no itinerário e destino do viajante e a história confirma que o viajar suscita uma intervenção da sociedade civil relativamente a uma crescente organização da compensação entre a oferta e a procura dos serviços a prestar a todos os viajantes.


Visitante


Definições da Organização Mundial do Turismo (OMT)

Todo aquele que se desloca temporariamente para fora da sua residência habitual, quer seja no seu próprio país ou no estrangeiro, por uma razão que não seja a de aí exercer uma profissão remunerada.

DEFINIÇÕES DE TURISMO


n  É o conjunto de relações e fenómenos originados pela deslocação e permanência de pessoas fora do seu local habitual de residência, desde que tais deslocações e permanências não sejam utilizadas para o exercício de uma actividade lucrativa principal.
         (Association Internationale des Experts Scientifiques du Tourisme (AIEST) 

O QUE É O TURISMO?



  • É um dos mais relevantes sectores da actividade económica Mundial;
  • Contribui para a criação de riqueza e melhoria do bem estar dos cidadãos;
  • Criação de produção e emprego;
  • Investimento e inovação (promoção);
  • Estimula o desenvolvimento de infra-estruturas colectivas;
  • Favorece a preservação do ambiente;
  • Favorece a recuperação do património histórico e cultural;
  • Favorece o desenvolvimento regional  E satisfaz necessidades dos indivíduos.