Tal como a arte culinária é muito antiga, cozinhar ou
seja acomodar os alimentos, arte definitivamente ligada à sobrevivência humana,
foi evoluindo e enraizou-se na tradição dos povos.
A cozinha algarvia, com todo o seu tipicíssimo,
apresenta-se como um outro reino dentro da gastronomia portuguesa, sendo composto
por três zonas, Serra, Barrocal e Litoral, o Algarve através das suas produções
no domínio agrícola, pecuário e piscatório influencia directamente a
alimentação das suas gentes e permite um aproveitamento gastronómico
particular.
Bastante rica, mas simples a cozinha e a doçaria do
Concelho de Loulé é de facto, um valor para o turista descobrir, para além das
entradas, baseadas no pão caseiro, pão de alfarroba e do queijo fresco com mel,
tem também as sopas, muitas das quais à base de peixe e marisco.
O peixe que é de excelência sempre fresco e de boa
qualidade, serve-se sempre acompanhado de saladas de alface e tomate.
Na parte das carnes, encontramos a galinha típica de
Loulé, carne de porco com amêijoas, grão-de-bico com carne de borrego e
feijoada de javali. A parte dos doces é sempre muito apreciada pelos turistas e
(tal como referem os proprietários) conseguimos ver ao longo dos anos, as
mesmas pessoas a pedirem o doce de figo, doce de alfarroba e o dom Rodrigo.
Tal como a gastronomia tradicional do Concelho de Loulé é
um dos ex libris da cultura popular,
corresponde a uma categoria de património extremamente importante do ponto de
vista turístico.
A alimentação das gentes louletanas, difere de zona para
zona, na serra predominam as culturas básicas de sequeiro, com rebanhos de
cabras e ovelhas, que possibilitam o consumo de carne e leite.
No barrocal destacam-se também as culturas de sequeiro e
hortícolas com especial predominância na exploração das culturas das árvores,
nomeadamente a amêndoa e o figo especialmente utilizados nos doces e
sobremesas.
O Litoral tem terrenos mais férteis possibilitando uma
produção hortícola mais regular, abundância de árvores de fruto e a actividade
piscatória, assim como a recolha de bivalves, muito utilizados nos restaurantes
costeiros e reconhecidos internacionalmente.
Associado a um regime alimentar tradicional a utilização
dos alimentos varia consoante os rendimentos disponíveis de cada família,
nomeadamente o consumo de carne e pão na maioria das refeições.
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